É hora de especular — e com força! Um novo projeto ainda não anunciado da Eidos Montréal chamou atenção recentemente e, segundo relatos, já está em produção. Fãs de jogos de ação devem ficar atentos, pois tudo indica que o próximo jogo do estúdio será um título de grande orçamento, em terceira pessoa, com mundo aberto, desenvolvido — quem diria — na Unreal Engine 5, atualmente conhecido pelo codinome P11.
Nada foi revelado oficialmente até agora. Não há trailers nem teasers — e é justamente por isso que estamos no campo da especulação, algo que sabemos fazer muito bem. O relatório sugere um estúdio com um histórico respeitável tentando novamente entregar uma aventura AAA cinematográfica, e só isso já é motivo suficiente para prestar atenção.
A parte mais curiosa? O projeto soa como um sucessor espiritual do jogo cancelado Wild, vindo justamente dos desenvolvedores de um dos Immersive Sims mais marcantes dos últimos tempos: Deus Ex: Human Revolution. Até que ponto a Eidos Montréal conseguirá criar um mundo aberto convincente, cheio de atividades, considerando que seus trabalhos mais recentes foram experiências mais contidas, ainda é incerto.
Ainda assim, só a menção ao próximo jogo da Eidos Montréal já despertou nossa curiosidade — ou melhor, nossa total atenção — especialmente porque as recentes demissões no estúdio não nos deixaram exatamente animados com o rumo da empresa.
O que já foi divulgado sobre o próximo jogo da Eidos Montréal?
Vamos resumir de forma direta. Eis o que se sabe até agora sobre o projeto:
- O jogo é conhecido internamente pelo codinome P11
- O desenvolvimento teria começado por volta de 2019
- O projeto estaria sendo desenvolvido na Unreal Engine 5
- É descrito como um action-adventure em terceira pessoa e mundo aberto
- Teria sofrido atrasos e contratempos significativos durante o desenvolvimento
- Foi associado, em clima e conceito, ao antigo projeto da Ubisoft Wild, um jogo de sobrevivência em mundo aberto que nunca chegou a ser lançado
Um detalhe extra chama atenção: o perfil público de um funcionário teria se referido ao projeto como um jogo “AAAA” — um rótulo que faz qualquer um revirar os olhos, convenhamos. Ainda assim, isso indica o tamanho da ambição e do orçamento envolvidos.
Se essas informações estiverem minimamente corretas, não se trata de um experimento pequeno ou secundário. E, apesar de dinheiro não garantir qualidade, estamos falando da Eidos Montréal. Ainda existe, pelo menos, um fio de confiança.
A comparação com Wild é animadora
Se você se lembra de Wild, provavelmente lembra mais das promessas da Ubisoft do que do jogo em si. A ideia era apresentar um enorme mundo aberto, com elementos de sobrevivência, interação com animais e a sensação de viver em um ecossistema selvagem. Parece discurso de marketing? Também achamos.
Mas essa mesma proposta nas mãos da Eidos Montréal muda bastante o cenário. Se o próximo jogo realmente for de mundo aberto, tudo bem — mas se o estúdio conseguir aplicar seus sistemas de jogo em camadas, missões bem construídas e um mundo cheio de atividades interessantes, aí sim o projeto ganha força.
Se for mesmo um “irmão espiritual” de Wild, talvez esta seja a versão do conceito que sempre deveria ter existido — sem a interferência típica da Ubisoft.
Isso poderia significar, por exemplo:
- Maior foco em exploração guiada pela natureza
- Sistemas de movimentação que vão além de cavalos e viagem rápida
- Mecânicas de sobrevivência integradas de forma orgânica, sem grind excessivo
- Um mundo baseado em lógica de ecossistema, e não apenas em ícones no mapa
Até que mais informações sejam divulgadas, os motivos para empolgação são claros: o próximo jogo da Eidos Montréal deve ser uma nova IP, com alto orçamento, desenvolvido na UE5, e com uma direção criativa que parece fugir do manual padrão de mundos abertos cheios de tarefas genéricas.
Sinceramente? Se o próximo projeto da Eidos Montréal tiver algo do espírito de Deus Ex: Human Revolution, já estamos empolgados. E, no fim das contas, isso é o que importa.
